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O britânico Paul Franklin é mestre em transformar o imaginário em realidade. Supervisor de efeitos visuais de filmes das séries Batman e Harry Potter, além do recente A Origem, um dos filmes mais rentáveis de 2010, ele é cofundador da produtora Double Negative, de Londres.
WARNER BROS./MELISSA MOSELEY SMPSP/DIVULGAÇÃO/Filmagem de A Origem: combinação de efeitos mecânicos e digitais
Franklin, hoje com 44 anos, estudou escultura na universidade e apaixonou-se pelo teatro e pela computação gráfica. Juntando essas três áreas, especializou-se em criar mundos digitais, primeiro para a indústria de jogos e depois para os estúdios de cinema. Nesta entrevista à INFO, ele fala sobre a tecnologia por trás das grandes produções cinematográficas.
O que há de mais avançado em efeitos visuais hoje?
São os seres humanos criados digitalmente por meio do que chamamos de fotorrealística. É uma técnica que abre muitas possibilidades. Você pode ter várias versões do mesmo ator. Estrelas de cinema do passado podem ser ressuscitadas. Os atores podem dirigir suas versões digitais rejuvenescidas ou bem mais velhas – como no filme O Curioso Caso de Benjamin Button. Além disso, podemos inserir atores em situações que seriam impossíveis de filmar. O desafio é criar algo que tenha a complexidade e a sutileza de uma pessoa real. Isso requer um modelo digital extremamente detalhado dos atores. Eles precisam criar a ilusão de um ser humano em pleno funcionamento. No momento, isso é muito, muito difícil de fazer. Gasta-se muito tempo e dinheiro para chegar a um resultado ainda modesto.
Como foram criados os efeitos usados em A Origem?
Eu tive duas horas para ler o roteiro num esquema superfechado de segurança em Los Angeles. O diretor Christopher Nolan me telefonou logo após perguntando: “O que você achou? Onde os efeitos visuais podem entrar?” Depois disso, levei três meses para pensar onde os efeitos se encaixariam. Nessa etapa, o diálogo com o diretor é essencial para poder criar, sugerir ou mesmo limitar as ideias. A etapa seguinte é longa e inclui tanto a criação dos efeitos no computador como a construção das instalações físicas para as cenas especiais. Em A Origem, filmamos 560 cenas de efeitos visuais. Dessas, 500 foram aproveitadas no filme. Para Batman Begins, produzimos 620 cenas. No total, 230 pessoas trabalharam nos efeitos visuais de A Origem.

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