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Ao centralizar diversas atividades e prender o usuário na sua página, a rede social criada por Mark Zuckerberg chega a 596 milhões de internautas e ultrapassa o Google em audiência. Veja como funciona o ecossistema que transformou o Facebook em um gigante avaliado em US$ 50 Bilhões.
Creative Commons/ Flickr
O futuro da web está no Facebook?
Queremos moldar o futuro da internet.” A frase é de Mark Zuckerberg, o jovem brilhante e polêmico de 26 anos que colocou no ar, em fevereiro de 2004, a rede social que mais cresce no mundo. Exagero de Zuckerberg? Parece que não. Você pode até achar o Facebook uma bobagem que só serve para postar recados de aniversário, cutucar os amigos ou compartilhar fotos das férias, mas saiba que a rede tornou-se um fenômeno da internet ao centralizar uma série de atividades. Tanto que, no ano passado, deixou o líder Google para trás em audiência nos Estados Unidos. O Facebook tem 596 milhões de usuários ativos e já atrai uma multidão de 2,5 milhões de desenvolvedores.,
Mark Zuckerberg

O crescimento do Facebook despertou ainda mais a atenção quando, entre janeiro e novembro de 2010, pela primeira vez sua audiência ultrapassou a do Google nos Estados Unidos. Segundo a consultoria Experian Hitwise, 8,93% dos acessos apontaram para o Facebook, em comparação a 7,19% das visitas à página inicial do Google. Apesar de popular, o Google leva o internauta para outros sites, enquanto o Facebook mantém o internauta preso à sua home. É o caso do estudante paulista Marcos Paulo Hoff, de 25 anos, que passa cerca de oito horas diárias no Facebook. “Tudo o que acho legal compartilho com meus contatos”, diz Hoff. Fã de games sociais, ele explora todos os títulos e está sempre no topo do ranking. Seu preferido é Backyard Monsters, um jogo que reúne mais de 3 milhões de usuários ativos por mês.

Pode soar como megalomania, mas a intenção do Facebook é reconfigurar a web, transformando os hábitos de navegação de boa parte dos internautas. No futuro sonhado por Zuckerberg, os usuários da rede social vão conduzir suas discussões e tomar decisões de consumo baseadas nas recomendações de seus amigos e contatos. Talvez ainda não na proporção desejada pelo Facebook, mas isso já começa a se tornar quase uma realidade. Para Roberto Grosman, sócio da agência interativa F.biz, uma das razões para essa disseminação é o uso do botão Curtir, que se espalhou por portais de notícia, blogs e sites de e-commerce em todo o mundo. “O Facebook está espalhando suas garras. Se faço uma compra em uma loja virtual e clico no botão Curtir, estou dando aval para aquela loja. E essas ações são publicadas na minha timeline”, diz Grosman.

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